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Esclarecimentos sobre o
"Código da Vinci" - cardeal Majella
BRASÍLIA, quinta-feira, 18 de maio
de 2006 (ZENIT.org).- Publicamos nota de esclarecimento difundida pelo
cardeal Geraldo Majella Agnelo, arcebispo de São Salvador da Bahia e
presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), sobre o
filme «O Código da Vinci». |
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A difusão do livro “O Código Da Vinci”, de Dan Brown, e do filme baseado
sobre a obra, tem suscitado em muitas pessoas perplexidades, dúvidas e
confusão a respeito de algumas verdades fundamentais da fé cristã
referentes a Jesus Cristo e à Igreja.
A CNBB, consciente de sua responsabilidade em relação à defesa da
verdadeira fé da Igreja, vem a público para prestar alguns
esclarecimentos.
Não devemos esquecer que a obra em questão é de ficção e não retrata a
história de Jesus, nem da Igreja. Não se pode atribuir verdade às
afirmações claras ou veladas do autor. O que é fantasia deve ser lido e
entendido como fantasia. As únicas fontes dignas de fé sobre a vida de
Jesus e o início da Igreja são os textos do Novo Testamento, da Bíblia.
A história da Igreja, depois dos apóstolos, está retratada em obras de
caráter histórico, cujas afirmações são respaldadas pelo rigor do método
histórico.
Alertamos, portanto, que a obra, no seu gênero fantasioso, apresenta uma
imagem profundamente distorcida de Jesus Cristo, que está em contraste
com as pesquisas e afirmações de estudiosos de diversas áreas das
ciências humanas, da teologia e dos estudos bíblicos, ao longo de dois
mil anos de história do cristianismo.
É lamentável que a obra, com roupagem pseudocientífica, ponha-se a
versar de maneira leviana e desrespeitosa sobre convicções tão sagradas
para os cristãos. Muitos cristãos sentem-se feridos em sua fé e nas
convicções que lhes são profundamente caras. Outras pessoas são
induzidas à dúvida sobre verdades da fé pregadas pela Igreja, desde sua
origem, e transmitidas de geração em geração, com zelosa fidelidade à
doutrina dos apóstolos. Ainda outras são levadas, inclusive, a levantar
suspeitas sobre a honestidade da Igreja nas afirmações de fé sobre Jesus
Cristo, seu divino fundador.
Diante disso, afirmamos, com toda convicção, que a Igreja, de forma
alguma, ocultou no passado, nem oculta no presente, a verdade sobre
Jesus Cristo e sobre a origem dela própria. A Igreja não pode deixar de
afirmar o sagrado patrimônio das verdades a respeito de Jesus Cristo e
sobre si mesma, que ela recebeu dos apóstolos.
Convidamos todos a lerem os Evangelhos e demais textos do Novo
Testamento da Bíblia, para encontrarem aí a imagem de Jesus Cristo,
assim como é anunciada pela pregação da Igreja desde as suas origens.
Por outro lado a leitura de algum bom livro de história da Igreja – e
existem muitos! - poderá ajudar a conhecer a verdade histórica sobre a
Igreja, que não é oculta nem subtraída ao conhecimento de quem quer que
seja.
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